The Blog

“O Velho e o Mar” de Ernest Hemingway

- 0 Comment. in Blog

Ernest Hemingway foi um autor muito versátil, não só escreveu um sofisticado retrato dos artistas e intelectuais parisienses em Paris é uma Festa, onde escreveu suas memórias como escritor na cidade luz, quando ele e sua esposa eram muito pobres mas muito felizes. Ernest Hemingway, também escreveu um livro sobre a guerra civil espanhola , Por Quem os Sinos Dobram, e outro sobre uma historia de amor durante a primeira guerra mundial, Adeus às Armas, mas nós vamos  falar de outro romance totalmente distinto, é o livro muito famoso e aclamado O Velho e o Mar.

Este romance, como outros, é diferente do resto (Ernest Hemingway não foi monotemático); e  acontece na Cuba pré-revolucionaria, a Cuba que foi livre antes da perversa revolução. Nosso protagonista é um humilde pescador cubano de origem canária chamado Santiago, que após 84 dias sem pescar um único peixe, consegue fisgar um peixe-espada, e luta durante 3 dias para tirá-lo a água.  No entanto, enquanto ele retornava à costa de volta para casa, sofre constantes ataques de tubarões, que, ao fim comem toda a carne do peixe, dando uma incrível lição sobre a vida para Santiago.

Talvez a historia possa ser um pouco simples, Hemingway teria acostumado a gente a romances mais longos, complexos e com muitos personagens, mas O Velho e o Mar, como eu falei, é uma obra com muito simbolismo, e cujos quatro temas principais são: a Amizade, o Coragem, a Solidão e a Luta contra a adversidade.

Um quinto tema que é tratado de uma maneira mais sutil em O Velho e o Mar, é a velhice, a palavra mais repetida no livro é “Velho”. Santiago, porém,  é um velho que não causa pena, ao contrário, é um velho que causa admiração por sua coragem e força, e por sua resistência à solidão e a todos os problemas que lhe aparecem, tanto no mar no como na terra.

Nosso autor, Ernest Hemingway, consciente ou não disso, escreveu uma mistura de Bildungsromans e viagem iniciática. Se analisamos O velho e o mar em profundidade, podemos ver que Hemingway aplica e adapta elementos de toda viagem iniciática, elementos que analisa muito bem Christopher Vogler em A Jornada do Escritor.  Hemingway provou que não é necessário escrever uma historia monumental e complexa para fazer boa literatura.

“O Velho e o Mar”, de Ernest Hemingway, é um dos doze clássicos da literatura comentados por Tiago Amorim em seu livro Abertura da Alma, publicado pela Editora Danúbio.

Leave a Comment

Seu e-mail não será publicado.

Assine nossa newsletter!