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O Vermelho e o Negro de Stendhal

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A literatura da França é muito mais rica e variada de que se acredita. A França tem muitos grandes escritores, gênios que escreveram os melhores livros da literatura do mundo ocidental. Poderia citar Alexandre Dumas, pai e filho; Julio Verne, o pai da ciência ficção; Moliere, o pai da Comédie Française; Victor Hugo, o autor Dos Miseráveis; Honoré de Balzac, o maior novelista do realismo literário na França; Marcel Proust, o artífice da novela moderna e da novela psicológica; mas nós falaremos de outro escritor, que disputa com Balzac e Flaubert o lugar como maior novelista do século XIX na França. Eu me refiro a Stendhal e sua obra mais importante, para muitos, O Vermelho e o Negro.

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Stendhal, o autor do “O Vermelho e o Negro”

Stendhal, cujo nome verdadeiro era Henri-Marie Beyle, foi um escritor francês do século XIX, de profunda sensibilidade romântica e agudo senso crítico. Nas suas obras, ele sempre retratou o caótico clima moral da França do seu tempo, com exemplos reais, e através de personagens. A obra mais representativa de seu estilo, e a que mais transcendeu seu tempo, é a protagonista de nosso post: O Vermelho e o Negro.

O titulo do romance faz referência aos dois mundos onde se move nosso herói, ou anti-herói; o vermelho era o cor das vestes do exército, e o negro a cor das vestes dos padres.

Nosso protagonista é o jovem arrivista e ambicioso Julien Sorel, que nasceu na miséria e sonha ser parte da elite francesa. Julien Sorel, para muitos críticos, é a voz das opiniões de Stendhal em O Vermelho e o Negro, já que temos aqui um personagem com um claro perfil político e ideológico consoante com as ideias dele.

Le-rouge-et-le-noir-1831-vermelho-negro-stendhalNão obstante, Julien Sorel é um paradoxo, um personagem muito contraditório, característica muito humana de que são dotados os personagens de Stendhal em outros romances. Sorel sonha em ser alguém na vida, pertencer a uma classe social mais privilegiada, mas ele odiá com força aos burgueses e nobres como os quais quer ser.

O Vermelho e o Negro conta a historia de como Julien, nascido no humilde lar de um carpinteiro, consegue ganhar-se o apreço do padre do povoado, Chélan, que rapidamente lhe ajuda a escalar posições sociais, trabalhando como tutor particular de famílias endinheiradas. Seu primeiro emprego será com os Rênal, onde se tornaria amante da Senhora da casa. Logo passa a trabalhar como secretário do Marques de la Molé, em Paris, onde namora sua filha, Mathilde.

Julien Sorel, ou Julien de Vernaye, uma vez que o Marques lhe concede uma propriedade com título de nobreza e um posto no exército, termina sendo condenado à morte por sua ambição e falta de escrúpulos, pois ele tenta assassinar a sua antiga amante, a Senhora de Rênal, quando ela decide alertar o Marques de la Molé sobre suas ambições. O Vermelho e o negro é mais que um romance sobre um jovem alpinista, é uma historia em que Stendhal revela os baixos valores dos seres humanos e o clima espiritual da França na época da Restauração Borbônica e da Revolução de 1830.

“O Vermelho e o Negro”, de Stendhal, é um dos doze clássicos da literatura comentados por Tiago Amorim em seu livro Abertura da Alma, publicado pela Editora Danúbio.

 

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